2025 foi um ano intenso de shows. Dos gigantes aos mais intimistas, fui com expectativas diferentes — algumas baixas, outras altíssimas — e saí com experiências que ficaram marcadas de jeitos completamente distintos. Aqui está meu ranking pessoal dos 5 melhores shows que vi em 2025, começando pelo quinto lugar até chegar no melhor da lista.


5º lugar — The Calling

📍 Audio – 11/10/2025

Eu fui ao show do The Calling basicamente por causa de duas músicas que eu gosto — e sem grandes expectativas de produção. E, de fato, não era um show com cenários mirabolantes, telões gigantes ou efeitos impressionantes.

Mas o que fez esse show entrar na lista foi algo que, pra quem vai muito a shows, pesa demais: a entrega genuína. A banda estava visivelmente feliz, curtindo estar no Brasil, se divertindo no palco e vivendo aquele momento de verdade.

Isso muda completamente a experiência. Quem frequenta shows com frequência percebe na hora quando o artista está ali só pra cumprir agenda — algo que, inclusive, já senti até em show de uma das minhas bandas favoritas da vida, o Thirty Seconds to Mars, por exemplo.

Essa energia real, honesta, de quem está aproveitando o momento, fez toda a diferença. Mesmo competindo com apresentações muito mais caras, técnicas e elaboradas, o The Calling conquistou seu lugar nesse ranking.


4º lugar — Fresno (I Wanna Be Tour)

📍 Allianz Parque – 30/08/2025

Eu preciso admitir: para um “emo”, eu nunca fui exatamente um grande ouvinte de Fresno, além do que tocava incessantemente nas rádios. O que me levou a esse show foi o álbum mais recente, “Eu Nunca Fui Embora”, no qual eu simplesmente viciei.

Eu já tive várias oportunidades de ver Fresno antes, mas acabou não rolando — e hoje acho que foi até melhor assim. Essa apresentação específica foi especial. Dava pra sentir que aquele momento era emocionalmente importante para a banda, e isso se refletia diretamente no público: Fresno tocando no Allianz Parque lotado.

Aqui preciso fazer uma menção especial à baixista Ana Karina Sebastião. Assim como o Flea é para o Red Hot Chili Peppers, ela foi um show à parte: carisma absurdo, técnica impecável e uma presença de palco que prende o olhar o tempo todo.


3º lugar — System of a Down

📍 Allianz Parque – 10/05/2025

O System of a Down é um de vários shows aos quais eu fui curtindo poucas músicas, muito mais movido pela nostalgia de ouvi-las quando era mais novo. Assim como aconteceu comigo em Post Malone e Foo Fighters no The Town 2023, eu não consumo tanto no dia a dia — mas sabia que a entrega seria absurda.

E foi.

Só de estar ali e sentir a vibe do rolê já teria valido o investimento. Mas eu mergulhei de cabeça na experiência: cantei, pulei e entrei em vários moshes, vivendo o show da forma mais intensa possível.

Eu não tive uma visão privilegiada do palco — longe disso. Mas cantar músicas que eu gosto do fundo do coração, sentir a energia coletiva e pular como se não houvesse amanhã valeu muito mais do que simplesmente “assistir” à apresentação. E os sinalizadores acesos por todo o estádio deixaram tudo ainda mais bonito, caótico e emocionante.


2º lugar — Lionel Richie

📍 The Town – 14/09/2025

Aqui ficou claro que “panela véia é que faz show bom“.

Aos 76 anos, Lionel Richie entregou absolutamente tudo, alternando sucessos inesquecíveis da carreira solo com clássicos do Commodores. Teve mashup de “Jump” do Van Halen durante Dancing on the Ceiling e, claro, o hino “We Are the World”.

A voz icônica do Lionel, somada aos metais marcantes da black music, arrepiava da cabeça aos pés qualquer pessoa ali presente — mesmo quem não conhecia todas as músicas. Um show elegante, atemporal e emocionante do começo ao fim.


1º lugar — Chitãozinho & Xororó

📍 Espaço Unimed – 22/11/2025

Chitãozinho & Xororó são a maior prova viva de que “panela véia é que faz show bom” em 2025 pra mim.

A dupla emendou sucesso atrás de sucesso, envolvendo e animando o público do começo ao fim, com uma naturalidade absurda. Eu fui a esse show porque estava completamente viciado no álbum mais recente, “José & Durval”.

Infelizmente, tocaram apenas umas duas músicas desse álbum. Mas, honestamente? Isso não foi problema nenhum. Eles têm tantos hits que eu ainda conhecia quase 100% do setlist, cantando junto do início ao fim.

Além dos artistas e das músicas, a produção do palco também merece destaque: telão curvo gigante, cenários que iam sendo montados ao longo do show e uma estética muito bem pensada, que valorizava ainda mais a apresentação.

Foi um show completo — musicalmente, visualmente e emocionalmente. E por tudo isso, ficou fácil cravar: o melhor show que eu vi em 2025.